O nome da águia

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Autor: Alexandre Lobão

 

Oásis de Meribá, 3497 a.C. Em uma das treze tribos que deram origem ao povo hebreu, nasce um conflito que se estenderá secretamente pelos próximos milênios, gerando guerras e deixando marcas profundas em nossa história. Berlim, 2012 d. C. As vésperas das eleições americanas, um grupo de arqueólogos faz uma descoberta surpreendente em um bunker enterrado desde a Segunda Grande Guerra. Uma descoberta que poderá transformar este conflito de bastidores - mais uma vez - em uma guerra declarada, e mudar o futuro da humanidade. Isso, se eles sobreviverem para contar...

 
ISBN: 978-85-7671-256-5
Nº páginas: 284
Formato: 14,8x21 cm
Idade: 13 a 15 anos
Coleção: 
 

 

ATIVIDADES SUGERIDAS

 

“O Nome da Águia” é um romance de ficção que tem como base uma forte pesquisa em fatos reais, envolvendo temas históricos, modernos e religiosos em uma trama com ação, suspense e mistério. Um romance onde cada detalhe, minuciosamente pesquisado e embasado em fatos reais, contribui para tornar mais tênue a fronteira entre o real e o imaginário, e onde cenas de suspense, mistério e ação se completam em uma narrativa ágil e surpreendente.

 

Temas abordados: História Geral (capítulos da trama histórica), Geografia (personagens viajam por diversos países), Fantasia.

 

Sinopse da obra

Cada capítulo do livro termina em suspense, o que mexe com a curiosidade do leitor e o impulsiona a continuar a leitura.  Apesar de ser de leitura rápida, por ser um livro longo é interessante que o professor converse a respeito da trama com os alunos como forma de garantir que eles compreenderam a história.  Para auxiliar o professor neste trabalho, apresentamos a seguir uma visão geral da história.

 

A ação principal do romance inicia em 2012, às vésperas das eleições nos Estados Unidos, quando dois arqueólogos descobrem em um antigo bunker (abrigo) parcialmente destruído e selado desde o fim da Segunda Guerra um cofre com anotações de Adolf Hitler.

A descoberta os coloca como alvo de uma organização que fará qualquer coisa para conseguir as anotações: os Kittim, também conhecidos como “Filhos das Trevas”, grupo criado a milhares de anos para defender os interesses de seu líder, conhecido como “A Águia”.

Em sua fuga, os arqueólogos são ajudados por membros de um segundo grupo: os Kedoshim, também conhecidos como “Filhos da Luz”, que fazem frente aos Kittim desde a sua criação.

Mas, mais do que fugir, os arqueólogos precisam de toda a ajuda necessária para evitar que os Kittim, agora mais poderosos que nunca, elejam o novo presidente americano e levem o mundo a uma nova Guerra Mundial.

“O Nome da Águia” é uma história onde o bem e o mal se confundem e se misturam, organizada em três tramas intercaladas: Enquanto as duas tramas principais exploram as descobertas e adversidades dos arqueólogos e as movimentações estratégicas das duas organizações em busca de seus objetivos, a terceira trama apresenta os conflitos destes grupos no correr da história da humanidade.

 

A trama histórica

Os capítulos da trama histórica são facilmente reconhecíveis: além do número do capítulo, no início de cada um deles há a indicação da data e da personalidade ou fato histórico que é destaque no capítulo.  Estes nomes estão escritos em sua língua original, sempre que possível, assim, por exemplo, é que o rei grego conhecido “Alexandre o Grande” aparece como “Alexandros”, e Átila o huno aparece como Atta-il.

Esta “trama histórica” apresenta a evolução do conflito entre os Kittim e os Kedoshim através de uma mistura de ficção com fatos e personagens históricos reais, onde cada pequeno detalhe é verdadeiro e contribui para a credibilidade da história. Além disso, nesta trama é mostrada a evolução dos líderes dos dois grupos, que aparecem com nomes diferentes em cada momento histórico – em especial o líder dos Kittim, “A Águia”, que passa por diferentes fases de aprendizado enquanto busca entender o significado da revelação divina que deu a ele poderes especiais.

 

Esta trama começa com esta revelação divina, cerca há de 5.000 anos, quando dois líderes (Hebel, líder dos Kedoshim e Qanah, líder dos Kittim) de uma tribo dos habirus – o povo que mais tarde veio a ser conhecido como hebreu – se reúnem e buscam uma orientação divina para um dilema que enfrentam: devem expandir a tribo, provavelmente com guerras, e unificar os habirus para que se tornem uma grande nação, ou devem se manter no caminho da paz? O que ocorre de diferente é que, quando iniciam o ritual, seu Deus (Yahweh) aparece e lhes concede poderes especiais como dons para que mostrem ao mundo o poder divino. Além dos poderes de profetas das antigas escrituras (poder de falar línguas, de curar doenças, de se transfigurar, de fazer profecias, etc.), Deus dá aos líderes poderes especiais: o poder de serem “a Voz de Yahweh” e “o Amor de Yahweh”; e dá a todos eles o poder de viver várias vidas para poderem ajudar a difundir a palavra de Deus. 

No entanto, desde o início os grupos se dividem: aqueles que queriam conquistar outras tribos e unificar o povo continuam com a visão de que honram a Yahweh com conquistas, enquanto os outros continuam acreditando que devem honrar a Yahweh dando exemplos a serem seguidos por todos.

A partir daí, a trama histórica mostrando pequenos trechos de fatos históricos desde 5.000 anos atrás, mostrando diversas vidas dos dois líderes.  Enquanto Hebel se torna algumas das figuras mais reconhecidas pela humanidade como representantes reais da divindade, como grandes profetas e fundadores de religiões; Qanah primeiramente continua mantendo sua tentativa de “unir o mundo”, fundando impérios (todos eles tendo como símbolo uma águia...) como homenagem a Yahweh e deixando sua marca como Alexandre, o Grande e Átila o Huno, por exemplo.  No início da Idade Média, percebendo que os impérios que ele fundava sempre ruíam após sua morte, ele busca nas orientações deixadas por Hebel o caminho para retornar ao contato com Yahweh, e acaba vivendo algumas vidas como importantes figuras na Igreja Católica.  No entanto, sua ânsia por conquista ainda vivia, pelo que ele leva a Igreja a realizar Cruzadas e Inquisições, buscando ainda um caminho de forçar seu ponto de vista a todos do mundo.  Por fim, revoltado por ver seus esforços serem perdidos, vida após vida, e desiludido porque Yahweh nunca mais falara com ele, ele direciona seus esforços para tentar os Kedoshim, que ele julga serem, injustamente, os “preferidos” de Yahweh – é quando ele, como Hitler, tenta destruir os judeus, povo descendente dos hebreus.

No capítulo 83, quando Geofrey vai explicar o motivo de suas atitudes, ele faz uma breve retrospectiva sobre estes pontos, “lembrando” todos os personagens históricos e explicando as motivações atrás de suas atitudes, ajudando o leitor a entender o relacionamento entre estes personagens.

 

Um detalhe importante, que dá significado ao nome do livro, é que de todos aqueles que receberam dons divinos, apenas dois (os “Olhos de Yahweh”, que são aqueles que tem o dom da profecia, de ver o futuro) sempre se recordam de todas suas vidas, a cada existência. Os demais, por motivos que eles mesmos não sabem definir, por vezes se recordam que são abençoados com poderes especiais, e outras vezes vivem vidas normais, sem recordações, como se estivessem “dormindo”, esquecidos de sua missão.  

No último capítulo da trama histórica, Hitler descobre como fazer para forçar o despertar em todas suas vidas, assumindo seu dom: basta que seja pronunciado o nome que originalmente lhe foi dado por Yahweh, na língua hebraica antiga – por isso o nome do livro é “O Nome da Águia”, uma vez que ele é conhecido como “A Águia dos Kittim”, e seu nome é que provoca seu despertar. No entanto, ele descobre um pouco tarde, já perto do fim da guerra, poucas horas antes da invasão a Berlim.  Ele escreve então seu segredo e o guarda em um cofre escondido em seu bunker, no capítulo 80, na esperança que algum de seus seguidores o encontre e faça com que ele desperte em sua futura vida.

 

Uma curiosidade sobre os nomes dos líderes: como visto no capítulo três, eles se chamam Hebel Bar Anosch e Qanah Bem Adam, e seus nomes significam “Abel, filho de Adão” e “Caim, filho de Adão”, nas línguas aramaica e hebraica, respectivamente; dando uma nova dimensão à compreensão da história.

 

As tramas principais

 As tramas no presente se conectam com o capítulo final da trama histórica, no fim do livro, dando uma sensação de ciclo fechado para o leitor.  O segredo que Hitler deixou enterrado é acidentalmente descoberto por dois arqueólogos, Arthur e David, em 2012.  Ao ler as anotações, eles pronunciam “O Nome da Águia”, aquele nome com qual Qanah foi batizado por Yahweh, o que faz com que o líder dos Kittim se recorde de suas vidas anteriores e reassuma o poder que possui.

A partir deste ponto, duas tramas correm em paralelo no presente: de um lado, a trama dos Kittim, e de outro a dos Kedoshim.

 

A trama dos Kittim começa quando é mostrado que nesta nova vida o líder dos Kittim é Geofrey, um candidato fadado à derrota nas eleições para a presidência da república nos Estados Unidos.  No entanto, ao recordar-se de suas vidas anteriores e assumir o dom divino que recebera, ele consegue mudar o rumo dos acontecimentos e ganhar as eleições.  Mais do que isso, ele toma ações que geram tensões internacionais que podem levar o mundo a uma nova Guerra Mundial – que é exatamente o que ele deseja, como explica no final do livro:  Após muitas vidas sem conseguir entrar em contato com Yahweh (conforme os leitores viram na trama histórica), apesar de todos os esforços, ele se revolta, julgando-se injustiçado por Yahweh:

— Então, eu simplesmente desisti! Como Yahweh não mais me considerava Seu filho, resolvi que ele não seria mais meu Pai. E como retribuição ao Seu desprezo por mim resolvi acabar com todos os filhos dele! Quis dizimar todo o povo escolhido por ele! E quase consegui, setenta anos atrás!

...

— Só que, agora, posso fazer muito melhor! ... Quero ver se Yahweh não se dignará a falar comigo quando eu estiver com a mão sobre o botão vermelho, a ponto de acabar com toda a Sua criação!

 

Em paralelo, a trama dos Kedoshim mostra Arthur e David tentando descobrir mais sobre as anotações que encontraram no cofre de Hitler e, inadvertidamente, se encontrando com um dos representantes dos Kittim.  No entanto, antes que possam ser mortos, um grupo dos Kedoshim engana o Kittim fazendo-se passar por representantes da Águia, e além de salvar os arqueólogos consegue uma lista com nomes de todos os Kittim no mundo.

A partir daí, os arqueólogos e os Kedoshim iniciam uma fuga por diversos países da Europa, com os Kittim em seu encalço provocando muitas mortes, até que se escondem em Paris – mas, quando julgam que estão seguros, sofrem um ataque e David, um dos personagens principais, morre, e Arthur é baleado e entra em coma.

Ao acordar, cerca de um mês depois, Arthur percebe que não poderiam viver muito tempo daquela forma. Além disso, a loucura de Geofrey estava levando o mundo à beira de uma nova Guerra Mundial, que poderia destruir toda a humanidade, então não fazia sentido se esconderem.  Levado mais por um instinto que devia fazer isso do que por um plano bem elaborado, ele e Sarah, os “Olhos de Yahweh” dos Kedoshim, rumam para Washington para confrontar o presidente americano – o que conseguem graças à ajuda de Hernando, os “Olhos de Yahweh” dos Kittim, que vendo que o futuro só reserva destruição para todos, resolve ajudar seus antigos inimigos.

 

As duas tramas se unem nos últimos capítulos, quando Sarah e Arthur se encontram com Geofrey. Cheio de ódio e desprezo pela humanidade, Geofrey dá um tiro em Arthur e chama os seguranças, indicando que sua sala foi invadida.

No entanto, à beira da morte, Arthur “desperta”: na verdade, ele é Hebel, o líder dos Kedoshim e “o Amor de Yahweh”. Hebel/Arthur confronta Qanah/Geofrey e pergunta o porquê de ele seguir aquele caminho destrutivo. Após ouvir a explicação de Qanah, o coração de Hebel se enche de piedade porque ele percebe o quanto Qanah não entendeu o dom divino que recebera:

— Você nunca entendeu, não é? Tantos e tantos anos, e você ainda não entendeu! Mas eu irei lhe mostrar...

Geofrey se inclina para frente e reassume o tom de galhofa:

— O que você pretende fazer? Vai me redimir de meus pecados?

— Não, Qanah... Apenas dar-lhe-ei o poder para que você mesmo o faça!

 

Neste momento, Hebel utiliza suas últimas energias para mostrar a Qanah que Yahweh está dentro de todos os seres humanos, e finalmente Qanah percebe que toda vez que fundou o império à custa de vidas inocentes e sofrimento, ele não honrava Yahweh, mas o fazia sofrer por cada um de seus filhos oprimidos.

Qanah é transformado pela revelação e passa, finalmente, a realmente ser “a Voz de Yahweh” no mundo, empenhado em evitar a guerra que ele quase provocou – apesar de a revelação ter chegado tarde demais para Arthur e Sarah, que são mortos pelos seguranças que invadem a sala do presidente, justamente enquanto Geofrey estava desmaiado, tendo a revelação.

 

Linguagem

  • No correr do livro há diversas notas explicando termos a palavras em outras línguas. Saber o sentido destas palavras e frases muda o entendimento do texto? Reler os primeiros parágrafos do capítulo 4 e debater em sala de aula como é possível conversar com alguém que não fale nossa língua?
  • Procurar no Facebook grupos, se possível de escolas, de Portugal sobre determinado assunto a ser definido pelo professor, participar de conversas e apresentar à turma as diferenças de linguagem observadas.  Se houver alunos com facilidade de fazer o mesmo em outra língua, como inglês ou espanhol, expandir a atividade para trabalhar outras línguas.
  • Propor aos alunos uma atividade em conjunto a ser realizada com estudantes de outros países pelo Facebook: Escrever uma breve redação sobre como acreditam ser o outro país, depois trocarem os textos com os estudantes do outro país, escrevendo comentários sobre o que o outro achou do Brasil e vice-versa.

História e Geografia

  • Diversos personagens históricos aparecem no correr do livro, dando nome a capítulos da trama histórica.  Escolher um personagem qualquer, realizar pesquisa e apresentar a turma uma visão do personagem, o período em que viveu e suas realizações.
  • As tramas do passado e do presente se tocam com as anotações que Hitler enterrou em seu bunker, ao fim da Segunda Guerra Mundial. Realizar pesquisa para responder como Hitler chegou ao poder; porque ele levou o mundo à Segunda Guerra Mundial; principais momentos da guerra (como a invasão da Polônia, que iniciou a guerra, e o “Dia D”, que marcou o início do fim; e como o ditador morreu.

Guerra e Moralidade

  • Os líderes dos dois grupos, Kittim e Kedoshim, queriam a mesma coisa: difundir a existência de Yahweh para a humanidade, no entanto seguiram caminhos muito diferentes. Propor aos alunos o debate: Como saber os limites do certo e do errado? Dividir a turma em dois grupos onde cada um deverá defender um dos grupos, com argumentos e contra argumentos que reforcem sua posição.
  • Propor aos alunos uma avaliação sobre guerras e movimentos sociais (como protestos pela democracia que acontecem em diversos países) atuais, com pesquisa em jornais e internet, e realizar debate sobre os motivos dos conflitos e se problemas semelhantes existem no Brasil.

 

Textos relacionados e de apoio:

  • Sobre mistério, ação e aventura:  
    • O mistério dos sete de ouros, de Gláucia Lewicki – Franco Editora.
    • O segredo da sala da rosa, de Gláucia Lewicki – Franco Editora
  • Sobre Geografia, História e outros países
    • Uma aventura no Museu Histórico Nacional, de Gláucia Lewicki – Franco Editora
  • Sobre História Brasileira:
    • O segredo do Catetinho, de Gláucia Lewicki – Franco Editora
    • O mistério da conspiração esquecida, de Gláucia Lewicki – Franco Editora
 

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